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O Imperdível de Lisboa

Estamos em Lisboa, prontos para desbravar as ruas e conhecer seus mistérios e sua história. Por onde começar? Para que lado ir? O que existe de mais interessante? Enfim, para facilitar, antes de tudo precisamos definir o que viemos procurar. Um enólogo (especialista em vinhos) procuraria pontos turísticos voltados às vinícolas portuguesas. Algum Chef de cozinha ou alguém com gosto refinado por bons pratos se interessaria pelos restaurantes, mercados e cotidiano gastronômico da cidade. Fica difícil escrever sobre o Lisboa sabendo que existe essa grade ramificação, por isso escolhi escrever sobre o que todos os que passam pela cidade não deixariam de conhecer. Abra os olhos, respire fundo e desbrave junto comigo.

Mosteiro dos Jerônimos
Situa-se em Belém, Lisboa, na entrada do Rio Tejo.
Este lugar é um dos mais impressionantes que visitei em Lisboa. Além de acolher os mausoléus de  celebridades históricas, como Vasco da Gama e Luiz de Camões, a sua imponência é de tirar o fôlego. O antigo, o cheiro, a visão, o ambiente nos leva a um passado de conquistas e sonhos. Foi o próprio rei, D. Manuel l que decidiu iniciar a construção do Mosteiro por volta de 1501. Hoje eles e seus descendentes estão enterrados lá, em sepulcros de mármore, junto ao altar.
D. Manuel separava para as obras de Belém (Mosteiro e Torre), grandes somas em dinheiro. Aproximadamente 5% das receitas provenientes do comércio com a África e o Oriente, cerca de 70 kg de ouro por ano, que servia para pagar os trabalhos de construção.
O Mosteiro tem esse nome por acolher os monges da Ordem do Jerônimo, que teriam como funções, rezar pela alma do rei e prestar assistência espiritual aos navegadores que partiam à descoberta de outros mundos.

Como chegar:
Pegue um metrô até a Estação do Cais de Sodré.
Logo que sair da estação, caminhe para o lado esquerdo, margeando o rio Tejo. Perto do Mosteiro também encontrará a Torre de Belém e o Padrão do Descobrimento
O Mosteiro é aberto de terça a domingo das 10 às 17 horas
A entrada para o claustro custa €3,00 e para menores de 25 anos - €1,50 .
Fique Ligado, pois aos domingos a entrada é gratuita.


Torre de Belém
Situa-se em Belém, Lisboa, na entrada do Rio Tejo.
Hoje, classificada como Patrimônio Mundial pela Unesco, foi eleita umas das 7 maravilhas de Portugal.
A Torre de Belém é, com toda a certeza, um dos monumentos que mais representam Lisboa.
Fica precisamente na margem direita do rio Tejo, onde existia a famosa praia de Belém.
Antigamente ele era cercado pelas águas do rio, agora, flutua sobre um banco de pedregulhos.
Cartão postal da cidade, a Torre é, sem duvida, um dos patrimônios históricos que representam de maneira mais realista os descobrimentos feitos por Portugal, incluindo o Brasil.
Lisboa, nessa época, era considerada ponto de referência entre outras culturas, pessoas e conhecimentos, por isso, o rei D. João II decide iniciar uma série de construções para manter a integridade e a segurança de Lisboa.
Mesmo com sua morte, a Torre foi finalizada, pelo rei D. Manoel l, em 1520.
Dela saiam em uma embarcação pequena, após a benção da igreja, os navegadores. As Naus ou Caravelas os esperavam mais a frente, onde a profundidade permitia. Reis, rainhas, familiares e todo o povo se despediam daqueles que muitas vezes nem voltavam.
Hoje a Torre abriga um museu referente à sua própria história.

Como chegar:
Pegue um metrô até a Estação do Cais de Sodré.
Logo que sair da estação, caminhe para o lado esquerdo, margeando o rio Tejo. Perto da Torre, quase em frente, está o Mosteiro dos Jerônimos e ao lado, um pouco distante, o Padrão do Descobrimento
A Torre está aberta a visitação de terça a domingo, das 10 às 17 horas.
Valor: €3,00 e €1,25 para estudante.

Padrão do Descobrimento
O popularmente conhecido Padrão dos Descobrimentos também localiza-se no bairro de Belém.
Encontra-se na margem direita do rio Tejo. Foi erguido para homenagear os desbravadores portugueses.
É um grande monumento histórico, construído em 1960, para homenagear todos os homens que desbravaram as rotas marítimas rumo ao descobrimentos de novas terras.
 À frente está D. Henrique, iniciador e incentivador das descobertas.
No chão, a formosa Rosa dos Ventos, doada pela África para Portugal, que só se pode entendê-la melhor visualizando-a de cima, representa um grande mapa mundial com toda a história sobre as conquistas marítima de Portugal.

Como chegar:
Pegue um metrô até a Estação do Cais de Sodré.
Logo que sair da estação, caminhe para o lado esquerdo, margeando o rio Tejo. Perto da Torre, quase em frente, está o Mosteiro dos Jerônimos e ao lado, um pouco distante, a Torre de Belém.

Castelo de São Jorge
Fica no alto da cidade, num morro mesmo, por isso, prepare as pernas...
Era a antiga residência de D. Manoel l e outras figuras ilustres da Lisboa antiga.
Além de proporcionar uma das vistas mais bonitas de Lisboa, sua construção nos remete a épocas medievais.  É muito interessante, pode-se considerar imperdível.

O que se destaca:
Torre de Ulisses
Torre principal, onde foram arquivados os documentos de todos os reinados entre D. Fernando e D. Manuel I. Hoje, na torre, está a Câmara Escura. É um periscópio que revela a cidade como uma fotografia em movimento numa visão geral de 360 graus.

Olisiponia
É a sala ogival, onde hoje fica o Centro de Interpretação da Cidade. Nesse local conta-se a história da cidade, desde a sua criação através de espetáculos multimídias.
Caminho de Ronda
Percurso, sob a muralha, onde o vigia trabalhava, protegendo os perímetros do castelo. Muito interessante. Tem-se uma visão magnífica da cidade. Ótimo local para fotos.
Como Chegar:
Desça na estação Baixa-Chiado. Da estação ao Castelo existe muita sinalização. Caminhe, sinta, curta as pessoas, paisagens.
A entrada custa em média € 3 – 1,50 para estudantes e  € 0,30 para grupos escolares. Para os que moram em Lisboa a entrada é gratuita.
Horário: De Março a Outubro estará aberto das 9 às 21 horas. De Novembro a Fevereiro, das 9 às 18 horas.

Catedral da Sé de Lisboa
Catedral medieval, românica e gótica com um claustro onde se pode observar vestígios da cidade em sua época romana. Muito interessante. Passa, na frente da Catedral, uma linha do Bonde Elétrico, dando um charme às fotos que tiramos dessa construção.
Originalmente era chamada de Igreja de Santa Maria Maior, depois, ficou conhecida como Sé de Lisboa. Sua construção foi feita sobre uma antiga mesquita e é datada de 1150.
Uma curiosidade interessante é que ela foi destruída por três terremotos.
Dentro da catedral se escondem o sarcófago, com lápide esculpida uma figura barbuda do nobre Lopo Fernandes Pacheco, companheiro de armas de D. Afonso IV.
O tesouro encontra-se no topo da escadaria, à direita. Abriga uma variada coleção de pratas, trajes eclesiásticos, estátuas, manuscritos iluminados e relíquias associadas a São Vicente.
Veja a arca que contém os restos mortais do santo, São Vicente, transferidos do Cabo de São Vicente para Lisboa em 1173. Diz à lenda que dois corvos mantiveram uma vigília permanente sobre o barco que transportava as relíquias. Os corvos e o barco tornaram-se símbolo da cidade de Lisboa.

Curiosidade: Na Catedral da Sé foi batizado Santo Antônio.

Como chegar:
Metrô mais próximo: Terreiro do Paço (Atravesse a Av. D. Henrique. Siga pela rua Campos das Cebolas e cruze duas quadras) - A Catedral fica na Rua Cruzes da Sé.

Arco da Rua Augusta.
Fica na Praça do Comércio, a principal praça de Lisboa.
Depois do terremoto de 1755, que devastou a cidade, os moradores decidiram, ao reconstruírem a cidade, construir também esse grande marco.
As obras de construção tiveram início em 1759. Em 1775, ano da inauguração oficial da estátua equestre, davam o início nas obras do arco. Por volta de 1815 ainda estavam apenas colocadas as colunas que viriam a suportar o futuro 
arco triunfal.
O arco apresenta três corpos. O lado virado para a Rua Augusta possui um relógio todo ornamentado, enquanto que no lado virado para o rio, pode-se  observar o escudo real com as armas de Portugal, em relevo, e rodeado por folhas de palma.
O escudo real é ladeado por quatro estátuas que representam o Marquês de Pombal (direita), Viriato e Vasco da Gama (esquerda). Atrás deles estão representados os rios Douro (direita) e Tejo (esquerda). No topo do arco encontra-se uma escultura que consiste na Glória coroando o Gênio e o Valor, e por baixo uma inscrição latina em ferro.
O arco triunfal da Rua Augusta, assim como todo o conjunto arquitetônico da Praça do Comércio encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910.

Como Chegar:
Desça na estação Cais do Sodré, e ao sair, caminhe para direita. Direção oposta a Torre de Belém e Padrão dos Descobrimentos. Caminhe, sinta, curta as pessoas, paisagens.

Não deixe de conhecer:
Parque das Nações Expo 98
Chegando: Metrô Estação Oriente.
Palco da exposição mundial, "Os oceanos, um patrimônio para o futuro", realizada em 1998.
Entrada: Gratuita
Oceanarium (Dentro do Parque das Nações)
Um dos maiores aquários da Europa, com mais de 25 mil peixes diferentes.
Aberto todos os dias, das 10 às 18 horas.
Entrada: €9,00.

Museu Nacional do Azulejo
No antigo convento de Nossa Senhora da Madre de Deus.
Chegando: Ônibus 104 ou 105  - Praça do Comércio ou na Praça da Figueira.
Aberto de quarta a domingo, das 10 às 18 horas e de terças das 14 às 18 horas.
Entrada €2,30 e €1,30 para estudante.
Domingo e feriados: gratuito até às 14h.

Museu Nacional de Arte Antiga
Rua das Janelas Verdes, 9.
Chegando: Trem 15 - Praça do Comércio
                   Ônibus 40 ou 60 - Praça da Figueira.
Aberto de quarta a domingo, das 10 às 18 horas

Entrada €3,00 e €1,50 para estudante.
Domingo: gratuito até às 14h.

Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa
Largo do Chafariz de Dentro, 1 - em Alfama.
Aberto diariamente das 10 as13 horas e das 14 às 18 horas.
Entrada €2,50. Estudante paga meia.

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15/12/2009, às 10:04:50     ( -7 ) comentário [ link ]    [ envie esta postagem ]
Tags: Lucas Bovolini, O Imperdível de Lisboa, Portugal, Viajar, Lisboa,
      
   
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